sexta-feira, 21 de abril de 2017

Assista - Pra cima da Ponte Preta: José Silvério narrando Palmeiras 3x2 Corinthians em 2000


Assista - Pra cima da Ponte Preta: Palmeiras x Flamengo - Copa do Brasil 1999


Palmeiras-Parmalat: revisitando as características da parceria



Uma questão que, neste começo de 2017, tem chamado atenção do público do esporte em geral e de nós palmeirenses em particular é a aparente iminência de ascensão dos patrocinadores – Crefisa/FAM – a patamares mais elevados de investimento e proeminência no clube.
 
Um ponto de destaque é a inserção da proprietária das empresas na vida política do clube: tornou-se sócia, tem encaminhada uma candidatura ao Conselho Deliberativo e, segundo se diz, tem plano de eleger-se presidente do clube.
 
À parte as discussões de legalidade e pertinência do processo, ouvem-se comparações entre este momento presente e a Era Parmalat. As alegações são que o caso atual teria na Parceria com a Parmalat um precedente que o legitimaria.
 
O objetivo deste texto não é validar ou contestar o momento atual. O propósito é meramente recuperar as características do acordo entre Palmeiras e Parmalat que vigorou entre abril de 1992 e dezembro de 2000. A premissa do exercício é que, tendo-se passado tanto tempo, a lembrança da coisa não é tão viva e as comparações ficam prejudicadas.
 
Por, além de ser palmeirense, eu ter cumprido uma obrigação acadêmica em 1996[1] escrevendo sobre o “Caso Parmalat”, tenho um registro forte de tudo o que se passou, dai aventurar-me a recuperar as informações da época.
A Parceria
 
 
Em linhas gerais, a Parceria teve as seguintes características.
  1. Pelo acordo, a Parmalat pagava ao Palmeiras uma verba regular de patrocínio e, simultaneamente, disponibilizava ao clube jogadores qualificados, sem custo para o clube;
  2. Na venda de jogadores, o Palmeiras tinha direito à “taxa de vitrine”, uma porcentagem sobre o lucro. O número declarado à época era 20%;
  3. As propriedades comerciais básicas cedidas pelo Palmeiras eram ligadas ao futebol e, por um tempo, ao voleyball: estampava-se a marca da empresa isolada no peito da camisa desses dois esportes, o que hoje se chama de patrocínio máster;
  4. Havia também propriedades comerciais sediadas no estádio: a publicidade estática foi, por um bom tempo do contrato, exclusivamente cedida à Parmalat; somente na fase final do contrato, esse espaço foi compartilhado com outras marcas;
  5. O acordo impunha também uma coisa chamada cogestão do futebol: a cogestão impunha decisões colegiadas relativas ao departamento de futebol profissional do clube: a palavra final sobre organização, planejamento, direção e controle do futebol seria sempre dada por dois participantes do clube e dois da Parmalat;
  6. Os números[2] à época eram astronômicos para o mercado brasileiro que, no início do acordo, ainda vivia a fase final da hiperinflação, só debelada em 1994 com a criação da moeda Real
  7. • O patrocínio regular trazia 750 mil cruzeiros mensais ao Palmeiras: até aí, um número razoável;
  8. • Mas, as contratações de jogadores eram vultosas: em 1992, Sorato, Cuca, Maurílio, Zinho e Mazinho; em 1993, Roberto Carlos, Antônio Carlos, Edilson, Edmundo e Cléber; em 1994, Rincón, Rivaldo, Alex Alves e Paulo Isidoro; em 1995, Cafu, Mancuso, Muller, Nilson, Djalminha e Luizão; em 1996, Junior, Sandro, Viola e a volta de Rincón; em 1997, Oséas, Euller, Alex, Zinho de volta; em 1998, Arce, Paulo Nunes e Júnior Baiano; em 1999, voltas de César Sampaio e Evair, Asprilla …. A lista é comprida.
  9. • O custo médio das contratações oscilava entre 1,5 e 3,5 milhões dólares. Zinho e Roberto Carlos custaram perto de 700 mil dólares cada, Antônio Carlos 1,4 milhões, Edilson 1,3 milhões, Edmundo 1,8 milhões, Rivaldo 2,5 milhões, Cafu 3,5 milhões (mais a multa, dada a triangular feita com o Zaragoza da Espanha que o teve por um semestre até ele poder jogar aqui em meados de 1995, algo imposto por cláusula de venda entre SPFC e Zaragoza em dezembro de 1994); Djalminha e Luizão custaram juntos perto de 5,5 milhões, Paulo Nunes pouco mais de 3 milhões, etc.
  10. Os resultados foram marcantes: 3 campeonatos paulistas, 2 brasileiros, 2 Rio-São Paulo, uma Copa do Brasil, uma Copa Mercosul, uma Copa Libertadores; 10 títulos em 8 anos.
Análise e fundamentos teóricos
 
Mas, além de dados e informações, é importante também recuperar-se o significado do acordo para seus parceiros, i.e., o que ambos ganhavam com a Parceria, que os motivava a manterem-se na mesma.
 
 
Para a Parmalat, o Palmeiras significava:
  1. Visibilidade acelerada: um patrocínio convencional – sem a colocação de jogadores qualificados – traria um grau de exposição significativamente menor do que a atenção incandescente que o acordo produziu à época. A empresa de assessoria de imprensa visitada à época do trabalho relatava que o número de citações de “Parmalat” equivalia a 20 vezes o valor de anúncios pagos nos respectivos órgãos de comunicação.
  2. Posicionamento da marca: o logo Parmalat e seus atributos passaram a ser lidos de maneira qualificada pelo mercado em geral de consumidores e de empresas de comunicação.
  3. Impacto no crescimento geral da empresa: o aumento acentuado da captação de leite e a aquisição de fábricas dentro do país foram viabilizados pela visibilidade acelerada e pelo novo posicionamento da marca Parmalat.
  4. Impacto nas vendas: leite e derivados produzidos pela empresa tiveram crescimento de vendas vertiginoso.
  5. O futebol como centro de lucro: com o tempo, as compras e vendas de jogadores passaram a gerar caixa líquido para a empresa. Segundo se sabia, parte desse caixa líquido era reinvestido na própria Parceria.

Para o Palmeiras, a Parmalat significava
  1. Recurso físico: jogadores com que o clube jamais poderia sonhar à época e eram trazidos pela empresa.
  2. Fonte de renda: a verba de patrocínio mais a taxa de vitrine.
  3. Impacto na arrecadação do clube: bilheteria, quotas de televisão e receitas em geral do futebol foram ampliadas dado o patamar técnico – condizente com sua tradição – que o time pode retomar em consequência da Parceria.
  4. Capacidade gerencial: a experiência da Parmalat em gerir exportes era muito mais qualificada do que o Palmeiras possuía. No âmbito da Parceria, essa competência foi posta à disposição do clube.
  5. Separação do futebol: a Parceria permitiu que a atividade futebol fosse isolada administrativamente das outras atividades do clube SE Palmeiras. Com isso, pode-se reduzir o impacto da atividade política – natural de uma entidade de associados – sobre a gestão do futebol.
  6. Controle por um blockholder: na atividade empresarial em geral, a figura do controlador – blockholder – é vista com fator potencialmente positivo na governança corporativa. Coloquialmente, tal fato é dado pela expressão “o olho do dono é que engorda o porco”. Para o futebol de clubes, essa figura do blockholder não é natural dado que os administradores atuam por mandatos e mesmo a cúpula diretiva máxima não é “dona” do clube. A cogestão permitiu que se emulasse essa situação conferindo às decisões um potencial maior de alinhamento aos propósitos máximos do futebol, i.e., vencer e convencer.
Essa reciprocidade de ganhos entre os parceiros é identificada pela Economia dos Contratos como um quadro de dependência bilateral, situação em que Parceiros, por meio de um contrato, têm condições de extrair ganhos contínuos de um relacionamento sem que incorram numa integração formal entre as partes.

Conclusão



Como se viu na discussão acima, a Parceria Palmeiras-Parmalat marcou-se por uma lista explícita de direitos e obrigações entre as partes, manteve intactos os fundamentos legais de cada parceiro, tinha fundamentos teóricos para existir e teve resultados palpáveis para ambas as partes.

Quaisquer comparações que se queiram fazer com a situação presente envolvendo Palmeiras e Crefisa/Fam têm de levar em conta as características acima listadas.

[1] Entre 1996 e 2000, cursei mestrado strictu-sensu no departamento de administração da FEA-USP. No segundo trimestre de 1996, fui recebido pelo próprio José Carlos Brunoro – executivo da empresa que liderou o processo junto ao clube – no escritório central da Parmalat, então sediada na Vila Olímpia em São Paulo. Nessa conversa, ele esclareceu vários detalhes práticos que, analisados à luz do referencial teórico da disciplina – Economia dos Contratos – possibilitaram o trabalho final.

[2] Números estão citados de memória e estão sujeitos a uma revisão de base documental.


*Douglas Monaco é leitor e padrinho do Verdazzo

Phonte: Verdazzo

Nove verdades e uma mentira sobre o Palmeiras

 
 
O Verdazzo embarcou na última moda da internet. Seguem as nove verdades e uma mentira sobre o Palmeiras:
  1. É o legítimo “Verdão”. Goiás, Chapecoense e outros menos cotados adotaram a cor em homenagem ao Palmeiras – e o apelido também;
  2. É o maior campeão do Brasil com 13 títulos nacionais e o maior vencedor de Campeonatos Brasileiros;
  3. É o clube que necessariamente precisa ceder atletas para a Seleção Brasileira para vencer títulos importantes. Se não tem palmeirense, não tem Copa do Mundo ou medalha de ouro olímpica;
  4. Tem o estádio mais moderno e bem localizado da América Latina;
  5. Tem a torcida mais corneteira e chata do mundo – mas também é a que mais empurra o time e amedronta os adversários;
  6. Vestiu a camisa do Brasil na inauguração do Mineirão e enfiou 3 a 0 na Seleção do Uruguai;
  7. Montou o time mais letal e espetacular da História do futebol brasileiro: o Esquadrão dos 102 Gols de 1996;
  8. Foi perseguido na Segunda Guerra Mundial, teve seu estádio ameaçado de roubo e foi obrigado a mudar de nome;
  9. É o time mais odiado pela imprensa;
  10. O Palmeiras não tem Mundial.


Fonte: Verdazzo

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Assista - Libertadores 2017 - Palmeiras 3 x 2 Peñarol - Melhores Momentos & Gols


Libertadores pura! Palmeiras luta até o último segundo e vira contra o Peñarol


 
Verdão sai perdendo, consegue virada no começo do segundo tempo, permite igualdade e busca vitória novamente aos 54 do segundo tempo para ficar na liderança do grupo
Alviverde Imponente

Libertadores pura, Libertadores na veia, Libertadores para dar e vender. A vitória de 3 a 2 do Palmeiras sobre o Peñarol, na noite desta quarta-feira, na arena, foi a personificação de tudo aquilo que uma equipe precisa enfrentar - e superar - para ser campeã do continente: muita intensidade, reviravoltas, luta de lado a lado, falhas gritantes, acertos expressivos e um drama sem tamanho, sustentado até o último suspiro, com o gol da vitória aos 54 da etapa final, anotado por Fabiano.

Primeiro Tempo

Dificuldades habituais de uma Libertadores se apresentaram ao Palmeiras desde o começo do primeiro tempo. Logo ficou evidente ao time de Eduardo Baptista que sua maior missão seria encontrar espaços diante de um adversário bem postado, com marcação agressiva. E o objetivo não foi alcançado. O time alviverde teve pouca capacidade de escape. Não conseguiu encaixotar o adversário e, pior, levou um gol em bola parada.

O Peñarol saiu na frente aos 31 minutos. Ramón Arias subiu melhor que a marcação palmeirense após cobrança de escanteio e mandou um míssil de cabeça. Fabiano Prass só olhou. Fabiano não acompanhou o autor do gol enquanto a bola viajava.




Segundo Tempo

Aos cinco minutos do segundo tempo, a torcida alviverde mergulhava em euforia na arena. O Palmeiras acabara de virar o jogo. Fulminante, o time da casa engoliu o Peñarol na largada da etapa final. Empatou com Willian e passou à frente com Dudu. Na sequência, Borja perdeu a chance de ampliar. Em pênalti sofrido por Dudu, mandou a cobrança por cima do gol.

Novamente em cobrança de bola parada (uma falta), a defesa alviverde foi superada, e Gastón Rodriguez fez o gol. Depois, Willian ainda perderia gol impressionante, ao driblar o goleiro e mandar no travessão, e Dudu seria expulso. Parecia impossível algo mais acontecer. E aconteceu. Aos 54 (!), Fabiano, de cabeça, garantiu a virada impressionante - virada de Libertadores pura!

Próximos Jogos



Antes de seguir a caminhada continental, contra o mesmo Peñarol, no Uruguai, no dia 26, a preocupação é com o Campeonato Paulista. No domingo, o Palmeiras visita a Ponte Preta em Campinas no primeiro duelo da semifinal estadual.

Fonte: G.E

terça-feira, 28 de março de 2017

WTorre tira o Palmeiras de casa nas decisões para lucrar mais e doura a pílula



Já classificado como líder geral, o Palmeiras encerrará o mês de março e a fase de classificação do Paulistão nesta quarta-feira, em Campinas, contra a Ponte Preta. Desde o fim de janeiro, o Verdão vem usando o estadual para fazer acertos no time, adaptando o elenco, modificado em relação ao que encerrou o ano passado como campeão brasileiro, ao estilo de jogo idealizado pelo novo treinador, Eduardo Baptista.

Depois de dois amistosos, 11 jogos pelo estadual (contando três clássicos bem movimentados) e mais dois jogos pela Libertadores, o time parece ter encorpado. Os resultados apareceram e o time encerrará esta fase do ano como líder nas duas competições que participa. O elenco mostra ter abraçado a proposta do técnico e os treinos e viagens acontecem em harmonia. Tudo o que é necessário para chegar forte nas fases decisivas e conseguir bons resultados. Ou quase tudo, como veremos mais à frente…

A partir do final de semana, o ano começa realmente a pegar no breu, com as partidas que definirão a classificação para a fase eliminatória da Libertadores e a abertura do mata-mata do campeonato estadual. Nosso adversário e o local de jogo já estão definidos: enfrentaremos o Novorizontino, fora de casa, no próximo final de semana, para recebê-los uma semana depois. Não no Allianz Parque, mas no Pacaembu .



A WTorre marcou três shows bastante próximos para os próximos dias: Justin Bieber, dias 1 e 2 de abril, e Elton John, no dia 6. A construtora conseguirá aproveitar a montagem do palco para os três shows, o que diminuirá seus custos e aumentará substancialmente sua margem de lucro. Mas o que aconteceria com o gramado, coberto por cerca de dez dias e castigado por três eventos? Certamente se deterioraria, tornando impraticáveis as disputas das quartas e das semifinais do Paulista e do jogo da Libertadores contra o Peñarol.

A construtora então recorreu a um método alternativo, caro, mas que pode ser custeado pelo assombroso lucro que deve auferir com o show triplo: programou a retirada e a recolocação do gramado. E dourou a pílula, colocando um vídeo em sua página no Facebook mostrando um processo semelhante adotado na Arena Amsterdam, há alguns anos.

Máquinas retiram o gramado do Allianz Parque (25/3/17)


E todos nós sabemos: para brasileiro trouxa comprar uma ideia, é só falar que na Europa é assim, que os olhinhos brilham de deslumbre. E nem acha ruim que precisaremos jogar a partida de volta contra o Novorizontino no Pacaembu.

Esse processo não é economicamente viável num show simples, como será o de Sting, no dia 6 de maio. O evento será realizado com a configuração anfiteatro, em que o palco fica virado para a ferradura e ocupa apenas uma parte da grande área do Gol Norte.

Mesmo com essa estrutura reduzida, não há tempo hábil para a desmontagem; caso o Palmeiras avance à final do Paulistão com a vantagem do mando, como todos esperamos, a finalíssima precisará ser jogada também no Pacaembu – algo confirmado ontem à noite pelo presidente Maurício Galliote no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

A excelente campanha do Palmeiras na fase de classificação, que deu ao time o direito de mandar os jogos decisivos em casa, não poderá ser desfrutada. A WTorre, que quer, precisa e tem direito de lucrar com a estrutura multiuso do estádio, usa sua prerrogativa tirando time e a torcida de nossa casa justo em momentos decisivos por algo que parece ser um misto de descaso e incompetência em conciliar as agendas de espetáculos com a do futebol.

Atuando no Allianz Parque, o Palmeiras consegue vantagens esportivas e financeiras extraordinárias. Desde a inauguração, em novembro de 2014, o Palmeiras já mandou 7 partidas no Pacaembu e venceu 4, empatou 1 e perdeu 2 – um aproveitamento de 61%, inferior aos 72% de nossa nova casa, onde já levantamos dois títulos. Os mais de 30 mil pagantes em média proporcionam, a cada partida, mais de R$ 2 milhões ao Palmeiras, ao passo que no Pacaembu o valor arrecadado cai dramaticamente.
Mansidão

O Palmeiras e a WTorre precisam desenvolver em conjunto uma unidade de inteligência que consiga trabalhar nos bastidores junto a promotoras de eventos e entidades organizadoras do futebol (FPF, CBF e Conmebol) um mecanismo para conciliar datas e preservar os interesses do clube e da torcida.

A WTorre, tratada como parceira, não age como tal. A atual diretoria do Palmeiras decidiu traçar uma política de bom relacionamento com o incômodo inquilino, mas na prática verificamos uma postura subserviente diante do absurdo de nos vermos alijados de usar nosso estádio em duas das três partidas decisivas, incluindo uma final de campeonato.

Entendemos que tudo isso é resultado de um contrato patético, que rende processos de arbitragem que ainda estão em andamento. Mas enquanto as regras não são todas estabelecidas, será que não podemos jogar um pouco mais duro? Será que uma mensagem de boa sorte no telão do estádio conseguiu essa mansidão toda de nosso presidente?

Phonte: Verdazzo

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Assista - Miguel Borja "GOLS" do Novo Jogador do Palmeiras


Jogo Completo: Palmeiras x Botafogo/SP [Camp. Paulista 2017 1ª rodada]


Assista - Palmeiras 1 x 0 Botafogo/SP -Melhores Momentos - Camp. Paulista


Palmeiras fecha a contratação do atacante colombiano Borja




O Palmeiras acertou nesta quinta-feira a contratação do atacante Miguel Angel Borja, do Atlético Nacional. Sonho antigo da diretoria, o colombiano de 24 anos chega ao clube com o peso de ser o principal reforço da equipe de Eduardo Baptista para a disputa da Taça Libertadores da América.

A negociação foi fechada enquanto o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, participava de homenagem a Leila Pereira, presidente da Crefisa. A empresa está bancando grande parte do custo da contratação.

Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras, e Juan Carlos de La Cuesta, presidente do Atlético Nacional, vinham mantendo contato desde o ano passado. Nesta quinta-feira, o dirigente do Verdão viajou a Medellín para fechar a negociação.

A proposta do Verdão foi a seguinte:

– O custo total da operação é de US$ 10,5 milhões por 70% dos direitos sobre o jogador. Tudo pago pela Crefisa.

– O pagamento em três parcelas

– Borja terá salários de US$ 100 mil mensais

– O tempo de contrato ainda não foi confirmado

– Crefisa vai fazer um aditivo de R$ 200 mil mensais no valor do patrocínio para ajudar o Verdão a bancar os salários do jogador. A diferença será paga pelo clube.

– Contrato de patrocínio, então, passa a ser de R$ 6,2 milhões/mês em 2017, e R$ 6,7 milhões/mês em 2018 (além de R$ 1 mihão mensais que são pagos a Barrios).

– Colombiano ainda receberá US$ 1 milhão de luvas (bônus pela assinatura do contrato)

– Esse bônus será dividido entre Palmeiras e patrocinadora


Durante o dia, o comentarista Caio Ribeiro revelou que o Atlético Nacional havia recebido uma proposta de R$ 93 milhões do futebol chinês por Borja. Quando chegou à Colômbia, Mattos já sabia da concorrência. Havia, inclusive, representantes chineses hospedados no mesmo hotel. Pesou, porém, a vontade do jogador, que escolheu o Verdão.

O dirigente manteve os números combinados no Brasil. A única mudança na oferta palmeirense foi no parcelamento. A ideia do clube era dividir o pagamento dos US$ 10,5 milhões em mais parcelas. O Nacional não gostou. A proposta final, então, ficou em três pagamentos: um no ato, um na virada do semestre e outra ao fim de 2017.

À espera de um centroavante para fechar o elenco antes do início da Libertadores, os palmeirenses aguardaram o fechamento das janelas de registro dos principais centros europeus, no fim de janeiro, para retomar as conversas com os colombianos.

Alvo também de interesse do futebol chinês, o atacante se empolgou com o apoio dos torcedores brasileiros nas redes sociais e optou por acertar com o Palmeiras.

Agora, ele terá a oportunidade de reeditar parceria com Guerra. A dupla foi campeã da Libertadores de 2016. O zagueiro Yerry Mina, no Palmeiras desde o ano passado, também é amigo do atacante, com quem vinha mantendo contato durante as negociações. Borja deve chegar ao Brasil no início da manhã de sábado.

Phonte: g1

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Gabriel Jesus faz post de agradecimento e dá 'até logo' ao Palmeiras


Em mensagem publicada nas redes sociais, Gabriel Jesus se despediu do Palmeiras na tarde desta segunda-feira. O atacante de 19 anos foi negociado com o Manchester City, da Inglaterra, em agosto do ano passado por 32,75 milhões de euros (cerca de R$ 121,1 milhões, na conversão da época, sendo R$ 76,7 milhões para o clube brasileiro). Ele disse que teve sua vida transformada pelo Verdão:

– Chegou a hora do adeus. Como é difícil se despedir de algo que te fez tão bem. Como é dolorido dar tchau para aquilo que transformou sua vida e da sua família. Cheguei no Palmeiras uma criança e lembro cada dia aqui dentro. Como toda caminhada, teve suas dificuldades, momentos difíceis que dava vontade de desistir, mas eu acreditei no meu sonho e ele se realizou.


Gabriel Jesus foi promovido ao time principal em janeiro de 2015, mas arrebentou mesmo na temporada passada, quando, além de titular do time alviverde, virou protagonista na Seleção com o técnico Tite. No Palmeiras, fez 28 gols em 83 jogos. Com a camisa do time principal do Brasil, tem cinco gols em seis partidas. Além disso, participou da campanha que garantiu a inédita medalha de ouro à equipe olímpica na Rio-2016.

– Confesso que neste momento em que escrevo essa carta é difícil segurar a emoção. Passa um filme na minha cabeça. Filme com final feliz. Como sempre dizem por aí, a vida passa muito rapidamente. Aproveitem enquanto é tempo. 

Eu aproveitei cada segundo dentro da Sociedade Esportiva Palmeiras. Esse time me deu a chance de ter uma profissão, de ter amigos, de ter uma vida melhor, de fazer meu sonho virar realidade. O Palmeiras foi a minha grande escola.

Mesmo negociado, o atacante permaneceu no Verdão até o fim do ano passado, fechando a passagem com a conquista do Campeonato Brasileiro – tinha sido campeão da Copa do Brasil em 2015.

– Jamais vou esquecer o que vivi aqui. Quando fecho os olhos vem o som da torcida cantando o "glória, aleluia, é Gabriel Jesus". Mas a vida tem que continuar e chegou o momento de me despedir. Despedir-me, não, agradecer. 


Obrigado em primeiro lugar à Sociedade Esportiva Palmeiras, jamais esquecerei você. 

Obrigado aos funcionários do clube, que não aparecem, mas são fundamentais para a grandeza do Palmeiras. Muito obrigado aos meus companheiros de clube com quem dentro e fora de campo dividi as alegrias e tristezas. 

Obrigado também ao presidente e toda diretoria, que confiaram no menino criado na própria casa. E meu muitíssimo obrigado a Deus, que me deu o dom e principalmente o privilégio de jogar futebol no Palmeiras. Jamais esquecerei todos que fazem parte da Sociedade Esportiva Palmeiras! #umatélogo #alômãe,

Phonte: G.E